Juventudes, trabalho e educação no Brasil

dilemas e desafios

Autores

  • Carlos Eduardo Rede Filhas de Jesus

DOI:

https://doi.org/10.22560/reanec.v50i163.370

Resumo

No presente artigo, vamos debater o sentido da precarização do mundo do
trabalho e os impactos severos sobre a juventude. Atentamo-nos para os dilemas que
cercam as juventudes brasileiras no mundo atual e as questões que tangenciam o debate com o foco na educação. Partindo de autores da sociologia crítica e da educação
e de diversas pesquisas nacionais e internacionais (ANTUNES, 2018; BRAGA, 2017;
PEREGRINO, 2011), observamos o fenômeno a partir da tensão entre trabalho e educação, abordando a noção do precariado como conceito estruturante de análise. Assim,
percebemos como as camadas sociais são atingidas com um trabalho precoce e precário
associado a um processo de educação carregada de defasagens, quando não de interrupções da escolarização. O contexto atual, marcado pela pandemia, catalisa o processo
de mudança em curso na sociedade no âmbito das relações de trabalho, cuja categoria
mais impactada são os jovens.

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo, Rede Filhas de Jesus

Mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Especialista em Adolescência e Juventude pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE).
Atualmente, atua como gestor educacional da Rede Filhas de Jesus. É membro do Grupo de Pesquisa do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Assessor de diversos organismos eclesiais e congregações religiosas. É autor do livro “Juventudes: percepções atuais e múltiplos olhares” (Editora
Delicatta, 2020), além de diversos outros artigos e livros na área de juventude, educação e religião.  

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Publicado

2021-11-08